A droga da bolinha​


Acredito que quem estiver lendo este texto vai fazer a seguinte pergunta, “Como assim A droga da bolinha?”, mas é isso que pretendo explicar nos parágrafos abaixo.


É imprescindível eu avisar, antes da minha explicação, que tenho uma pequena, porém importante, lista mental de algumas indagações que vou fazer quando passar “desta para melhor”, ou seja, quando morrer mesmo. Nesta lista existem alguns tópicos importantes como: “Por que o ser humano não nasce velho e morre jovem?”, “Por que tudo que é bom faz mal ou é pecado?”, entre outras coisas incluindo a tal “Droga da bolinha”.


Pretendo no pós vida conversar com o criador, se eu tiver esta oportunidade (afinal não sei bem ainda para onde vou), sobre estas minhas indagações e caso alguma resposta não me agrade vou sugerir melhorias, talvez criando a raça humana 2.0 ou outro nome sugerido pelo departamento de Marketing do céu, afinal não quero ser tão chato e mandão.


Agora que deixei claro minhas idéias megalomaníacas preciso então explicar o que é exatamente esta droga da bolinha a que me refiro.


Na verdade a droga da bolinha é uma idéia minha, ou imagino ser, pois nunca vi tamanha idiotice escrita antes. Esta bolinha seria uma espécie de alerta do nosso corpo... Você deve estar pensando, “Como assim?”, mas vou explicar melhor tenha calma!


Quando estivéssemos doentes ao invés dos tradicionais sintomas, que muitas das vezes só complicam a vida do médico, o nosso corpo inteligentemente liberaria algum tipo de substância e “Plim” apareceria na nossa pele uma pequena bolinha colorida, sendo a cor e a localidade onde a bolinha surgiria referente à doença que a pessoa está no momento.


Um exemplo:


Fulano: Boa tarde!

Doutor: Boa tarde Senhor Fulano, em que posso ajudar?

Fulano: É que me apareceu esta pequena bolinha azul no peito.

Doutor: Hum... Bolinha azul no peito?

Fulano: Sim doutor, o que seria?

Doutor: O Senhor está com o colesterol muito alto, mas vou lhe passar um remédio juntamente com uma dieta e tudo ficará bem.


Imaginaram que facilidade? Em poucos segundos o médico teria a resposta certa sobre o problema do paciente e como tratá-lo, enquanto a pessoa só teria que reclamar de estar carregando a tal “Droga da bolinha” na pele.


Alguém pode perguntar: “E as doenças novas?”, seria um pouco mais complicado é verdade, mas ainda assim mais fácil do que atualmente, afinal já seriam eliminadas todas as doenças conhecidas, pois a bolinha apareceria em um lugar ou com uma cor diferente do tradicional.


Agora é fazer um abaixo assinado e mandar para o SAC do criador ou esperar para conversar com ele pessoalmente... Só sei que já registrei a patente desta minha invenção salvadora, e viva a raça humana 2.0!


P.S- Fábio Heinen é escritor e poeta megalomaníaco.